O caso do atropelamento de Kayky Brito ao deixar um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ganhou novos desdobramentos, no último domingo (10). Pessoas que presenciaram o ocorrido afirmaram que a versão que Bruno de Luca deu à polícia sobre o acidente não é verdadeira.
Segundo o apresentador revelou em seu depoimento, ele foi embora do local em que tudo aconteceu porque não sabia que o amigo era a pessoa atingida pelo carro.
“Ele falar que não sabia? Impossível! Na hora eu avisei. Eu falei: ‘Olha lá o que aconteceu. O seu amigo!”, relatou uma moça que presenciou tudo ao “Domingo Espetacular”, da Record.
E prosseguiu: “Eu cheguei a andar até perto porque eu não consegui ver a cena do corpo no chão, né? Eu fiquei em estado de choque”.
Já outras duas mulheres que também viram tudo detalharam: “Todo mundo ficou perguntando: ‘E o amigo? E o amigo? Cadê o menino que estava com ele?’ Saiu correndo”.
As moças disseram ter acreditado que Bruno de Luca havia ido até seu veículo por estar em choque. “A gente achou que ele estava no carro, desnorteado, mas não. Ele saiu correndo, foi embora igual um doido e não voltou.”
Uma das testemunhas ainda destacou: “Foi tudo muito rápido, mas a gente esperava que, pelo menos, ele ficasse para esperar a ambulância”.
Oficialmente, Bruno De Luca acrescentou à polícia ter pensado que Kayky Brito havia ido embora em um automóvel de aplicativo e que não se aproximou da pessoa atropelada – que, de acordo com ele, não fazia ideia de que se tratava do amigo – porque tem trauma de acidentes.
Inclusive, o apresentador garantiu só ter tomado conhecimento de que Kayky Brito era o rapaz caído na avenida no dia seguinte, quando já estava em São Paulo.
Bruno também confessou não se lembrar nem como chegou em casa naquela noite, pelo fato de ter bebido muito. Entretanto, deixou claro não ter feito uso de nenhum entorpecente.
O atropelamento
Kayky Brito foi atropelado na altura do número 4.700 da Avenida Lucio Costa, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por volta da 1h da manhã, por um motorista de aplicativo.
O condutor do veículo, inclusive, foi levado à 16ª DP, onde foi submetido a um exame de alcoolemia – para verificar o nível de álcool no organismo – e foi constatado, contudo, que ele não havia bebido.
Transferência
Depois de receber os primeiros cuidados no Hospital Miguel Couto, no Leblon, para onde foi encaminhado pelo Corpo de Bombeiros, Kayky Brito foi transferido para o Hospital Copa D’Or.
“O paciente Kayky Fernandes de Brito foi admitido nessa tarde no Hospital Copa D’Or, vítima de politraumatismos. Nesse momento, encontra-se sedado e em ventilação mecânica. Ele deverá permanecer sob cuidados na UTI”, informou o centro médico por meio de nota no ato da internação.
Passageira defende motorista
Passageira do carro de aplicativo que atropelou Kayky Brito, Maria Estela Lima garantiu que o motorista não estava correndo quando o acidente ocorreu.
“Não estava em excesso de velocidade. Estava supertranquilo”, assegurou à imprensa.
E destacou: “Estava em uma velocidade tranquila”.
A mulher, que é dentista, prestou depoimento à polícia para dar sua versão dos fatos no dia 5 de setembro. Ela voltava para casa com sua filha de 10 anos quando tudo aconteceu.
O atropelamento, inclusive, deixou a garota bastante assustada, segundo declarou Maria Estela à polícia, em trecho divulgado pelo “G1”. “Minha filha estava muito nervosa. Eu saí e falei para não olhar, porque ela estava chorando”.
Ela ainda relatou: “Apareceu um outro Uber para me levar para casa, mas o motorista veio e perguntou como que eu estava. Eu perguntei se ele já tinha chamado socorro. E praticamente foi isso”.
Ajuda ao motorista
Diones Coelho da Silva, o motorista que atropelou Kayky Brito, conseguiu arrecadar mais de R$ 150 mil na vaquinha on-line que realizou para conseguir consertar o carro – seu instrumento de trabalho.
Ao “Uol”, o rapaz se mostrou bastante grato com o resultado da arrecadação: “Feliz que vou poder consertar o meu carro e feliz que os brasileiros se sensibilizaram com a minha causa”.
Diones também afirmou que não vê a hora de retornar ao batente. “Só de saber que vou conseguir voltar a trabalhar, o que amo fazer, já sou eternamente grato.”
Antes da vaquinha, o motorista havia usado as redes sociais para desabafar.
“Desde o acidente estou muito abalado. Abalado com o estado de saúde do Kayky, com a massificação da mídia. Fico pensando no filhinho dele, sou pai também”, disse.
Veja o vídeo do acidente: