Paulo Cupertino, apontado como o autor dos disparos que tirou a vida de Rafael Miguel e dos pais do ator, João Alcisio Miguel e Miriam Selma Miguel, negou ter sido o responsável pela morte do trio, que chocou o Brasil em 2019.
Prestes a ir a júri popular, no próximo dia 10, o acusado, que é pai de Isabela Tibcherani, então namorada de Rafael, escreveu uma carta de 9 páginas para o Tribunal de Justiça de São Paulo alegando inocência e dizendo já estar sendo condenado antes mesmo de ter a chance de se defender.
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“Bem antes da minha prisão venho sendo acusado, massacrado e perseguido de formas e informações totalmente desprovidas [de verdade] e mentirosas”, reclamou em um trecho do documento divulgado pelo Metrópoles.
E continuou seu desabafo: “Assim, contrariando todos os direitos e deveres do estado de direito, já estarei condenado injustamente e bem antes de lá estar [no dia do julgamento]. Estarei condenado, sem chance de defesa”.
O acusado ainda destacou: “Uma mentira contada dez vezes vale mais que mil verdades”.
Antes, Cupertino alegou: “Supõem ou acham que eu efetuei os disparos. Só ouviram os tiros, excelência”.
Ele também pediu a chance de provar ser inocente. “Peço a vossa excelência que me conceda o direito e minha liberdade de poder ter os mesmos direitos de quem acusa e meios e formas legais e asseguradas para provar minha inocência e ser feita a verdadeira e única justiça”, escreveu.
O crime
Paulo Cupertino responde por triplo homicídio qualificado. Na época do crime, a própria filha prestou depoimentos à polícia contra o pai. Segundo Isabela, ele sempre foi violento, possessivo e misógino e não queria que ela se relacionasse com ninguém.
Mesmo assim, para formalizar o namoro, Rafael foi à casa da jovem com os pais para que as famílias se conhecessem e Cupertino pudesse autorizar a relação.
“Quando eles [Rafael e a família] chegaram, ele [o pai] me mandou entrar e começou a atirar”, relatou Isabela Tibcherani na ocasião.
Depois disso, Paulo Cupertino fugiu e conseguiu driblar a polícia por três anos, até ser encontrado, por meio de uma denúncia anônima, em Jataizinho, no interior do Paraná.
Rafael Miguel tinha 22 anos quando foi assassinado. Já os pais, João e Miriam, tinham 52 e 50 anos, respectivamente.