O cantor Leonardo teve o nome incluído na chamada ‘lista suja’ do trabalho escravo, feita pelo Ministério do Trabalho, e virou notícia nesta segunda-feira (7). Isso porque o órgão constatou que seis funcionários que atuavam em uma fazenda pertencente ao cantor viviam em condições análogas à escravidão.
Segundo o relatório, na Fazenda Lakanka, que pertence à Talismã – famosa fazenda onde o sertanejo vive -, em Jussara, no interior de Goiás, os trabalhadores tinham que pernoitar em uma casa abandonada, sem banheiro, sem água potável e com camas improvisadas com tábuas de madeira e galões de agrotóxicos.
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Para completar, o local onde os trabalhadores passavam a noite exalaria um “odor forte e fétido”, além de estar tomado por morcegos e insetos diversos.
Contudo, embora o nome de Leonardo tenha sido incluído na lista por ser o proprietário do local, no momento da fiscalização, que aconteceu no ano passado, a propriedade estaria arrendada para um produtor para o plantio de soja. Mesmo assim, quando foi autuado pelas condições oferecidas aos funcionários, o artista resolveu pagar o montante para evitar problemas.
“Causa muita estranheza em todos nós que o nome do Emival [verdadeiro nome do artista], Leonardo, esteja na lista. É um assunto de 2023, que já havia sido explicado e arquivado. Quando fomos chamados para a audiência, efetuamos o pagamento de todas as indenizações e multas”, contou Paulo Vaz, advogado do famoso, ao jornal O Globo.
E destacou: “Apesar de não ser responsabilidade do Leonardo, quisemos evitar qualquer discussão em torno disso.
O representante legal também ressaltou que Leonardo não devia ter sido envolvido na situação. “Não deveria constar o nome dele na lista.”
Leonardo se pronuncia
O irmão de Leandro também fez questão de usar suas redes sociais para se defender da acusação de trabalho escravo.
“Muito surpreso e muito triste por meu nome estar sendo vinculado no meio, televisão, rádio e internet. Quero dizer que em 2022 eu arrendei uma fazenda para que o arrendatário plantasse soja e milho, sei lá, o que ele quisesse. Se eu estou arrendando a fazenda para ele, ele tem direito de plantar o que quiser”, iniciou.
E prosseguiu: “E nisso, surgiu funcionários nessa fazenda que arrendei, que não conheço, nunca ouvi falar, nunca vi. E de repente fui visitado pelo Ministério Público do Trabalho. […] E foi lavrada uma multa pra mim, que sou o proprietário da fazenda, mas não da fazenda Talismã, mas sim da fazenda Lakanka, que eu arrendei para ser plantada soja”.
Leonardo reiterou que preferiu pagar as multas, embora o local estivesse arrendado. “Até aí, a gente respeita o MP. Essa multa veio pra mim e a gente acertou tudo. Inclusive, já está arquivada. Pagamos a multa e não conheço quem estavam lá nessas casinhas, quem os colocou nessas casinhas.”
Por já ter trabalhado na roça quando ainda não era famoso, o sertanejo garantiu que jamais submeteria seres humanos a situações degradantes.
“Gente, eu já plantei tomate, eu sei como é. A vida e difícil lá. E eu, do meu coração, jamais faria isso, acho que há um equívoco muito grande com a minha pessoa. O Brasil inteiro sabe como eu sou, da idoneidade que tenho. Graças a Deus, meu pai com a minha mãe que me deixaram tudo e eu estou dizendo pra vocês, eu não me misturo nessa lista aí que eles fizeram de trabalho escravo. Sou totalmente contra esse tipo de coisa e serei sempre”, encerrou.
Assista:
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